A TELESSAÚDE E SEUS IMPACTOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM REDE

Ednaldo Antonio da Silva

Resumo


Este trabalho teve o objetivo de revisar e analisar os avanços da Telessaúde, como instrumento de formação continuada dos profissionais de saúde. Método: O desenho metodológico usado foi a pesquisa bibliográfica a partir das publicações 6 artigos disponíveis no site PubMed sobre Telessaúde. Resultados: A Telessaúde fortalece a vigilância da saúde e da gestão de cuidados; incentiva organização mais rápida e a síntese de conhecimentos; acelera a implementação de inovações na rede de cuidados de saúde. Conclusão: A Telessaúde é uma ferramenta eficaz no ensino-aprendizagem, na formação e capacitação dos profissionais pela possibilidade do desenvolvimento da resolução dos problemas frente a novas demandas.


Palavras-chave


Telemedicina. Rede. Informática. Formação

Texto completo:

PDF

Referências


ALKMIM, M. B. et al. Melhorar o acesso dos doentes a cuidados de saúde especializados: a Rede de Telessaúde de Minas Gerais, Brasil. Genebra: OMS, 2012

ALMINO, M. A. F. B, et al.. Telemedicina: um instrumento de educação e promoção da saúde pediátrica. Rev. Bras. Educ. Med., Rio de Janeiro, v. 38, n. 3, p. 397-402,2014. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2017.

ANDRADE, M. V. et al.. Custo-benefício do serviço de telecardiologia no estado de Minas Gerais: Projeto Minas Telecardio. Arq Bras Cardiol, São Paulo, v. 97, n. 4, p. 30716, 2011.

ANTONIOTTI, N. M.; DRUDE, K. P. & ROWE, N. Telemedicine and e-Health. Private Payer Telehealth Reimbursement in the United States, New Rochelle, v. 20, n. 6, p. 539-543, 2014. Disponível em:. Acesso em: 02 fev. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.546, de 27 de outubro de 2011. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, 28 out. Seção 1, p. 36, 2011. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2017.

BAKER, D. W. et al. The effect of progressive, reinforceing telephone education and counseling versus brief educational intervention on knowledge, self-care behaviors and heart failure symptoms. J. CardFail., London, v. 17, n. 10, p. 789-796, 2011,. Disponível em: . Acesso em: 11 fev. 2017.

CARDOSO, C. A. et al. Visitas em ambientes virtuais manejadas por cardiologistas pediátricos: relato de experiência. J. Health Inform, v. 6, n.3, p. 92-95, 2014. Disponível em:. Acesso em: 24 jan. 2017.

CHOI YOO, S. J. et al. Cost effectiveness of telecare management for pain and depression in patients with cancer: results from a randomized trial. Gen Hosp Psychiatry, Edimburgo, v. 36, n.6, p. 599-606, 2014.

CONCEIÇÃO, H. V. & BARREIRA-NIELSEN, C. Capacitação em saúde auditiva: avaliação da ferramenta no Programa de Telessaúde Brasil. Rev. CEFAC., São Paulo, v. 16, n.5, p. 1426-1433, 2014. Disponível em: . Acesso em: 13 jan. 2017.

COSTA, R. M. & NASCIMENTO, R. C. C.. Curso a distância de pesquisa documentária em saúde: parceria NUTEDS/UFC e biblioteca de ciências da saúde/UFC. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, p.165-174, 2013. Disponível em: . Acesso em: 12 fev. 2017.

CLARK, R. A. et al. Alternative models of cardiac rehabilitation: a systematic review. European Journal of Preventive Cardiology, Thousand Oaks, v. 22, n. 1, p. 35-74, 2015.

CRUZ, E. L. D. et al.. Caracterização dos seminários por webconferências de adolescente e jovem da rede de núcleos da Telessaúde de Pernambuco. Rev. Bras. Saúde Matern. Infantil, Recife, v.12, n. 1, p. 83-90, 2012.

Dantas, M. B. P.. Educação em saúde na atenção básica: sujeito, diálogo, intersubjetividade. Tese (Doutorado). Recife: Fundação Oswaldo Cruz; 2010.

DORIGATTI, A. E. et al. Telemedicina como ferramenta de ensino no cuidado ao paciente queimado. J. Bras. Tele., Rio de Janeiro, v. 3, 1, p. 221-225, 2014. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.

IEB - Instituto de Engenharia Biomédica. Informática em Saúde. Florianópolis/Brasília: UFSC, Univali e MediaSoft, 2015.

GODOY, S. C. B; GUIMARÃES, E. M. P. & ASSIS, D. S. S. Avaliação da capacitação dos enfermeiros em unidades básicas de saúde por meio da telenfermagem. Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, v.18, n.1, p. 148-155, 2014. Disponível em:. Acesso em: 28 jan. 2017.

GONÇALVES, D. A. & FIORE, Mª L. M.. Vínculo, acolhimento e abordagem psicossocial: a prática da integralidade. In: Módulo - Psicossocial: especialização em saúde da família. São Paulo: UNIFESP/UNA-SUS, 2011. Disponível em:. Acesso em: 14 jan. 2017.

GUÉDON-MOREAU, L. et al.. Costs of Remote Monitoring vs. Ambulatory Follow-ups of Implanted Cardioverter Defibrillators in the Randomized ECOST Study. Europace, United Kingdom, v. 16, n. 8, p.1181-1188, 2014. Disponível em:. Acesso em: 14 fev. 2017.

GUIMARÃES, E. M. P. et al. Teleconsultoria e videoconferência como estratégia de educação permanente para as equipes de saúde da família. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 20, n.2, 2015. Disponível em: .

HANDAL, B.; GROENLUND, C. & GERZINA, T.. Dentistry students' perceptions of learning management systems. Eur J Dent Educ., Chicago, v.14, n.1, pp. 50-54, 2010.

HARZHEIM, E. et al.. Telessaúde no Rio Grande do Sul, Brasil: Colmatar as lacunas. Telemed JE Saúde, 2016.

HOFMANN, R. et al.. First outline and baseline data of a randomized, controlled multicenter trial to evaluate the health economic impact of home telemonitoring in chronic heart failure - CardioBBEAT. Trials., London, v. 16, n. 343, 2015. Disponível em: . Acesso em: 03 fev. 2017.

LEEMRIJSE, C. J. et al. The effects of Hartcoach, a life style intervention provided by telephone on the reduction of coronary risk factors: a randomised trial. BMC Cardiovascular Disorders, London, v.12, n. 47, 2012,. Disponível em: . Acesso em: 17 jan. 2017.

LILLY, C. M. & THOMAS, E. J.. Tele-ICU: experience to date. J. Intensive Care Med., Thousand Oaks, v. 25, n.1, p. 16-22, 2010.

LOPES, J. E. & HEIMANN, C. Uso das tecnologias da informação e comunicação nas ações médicas a distância: um caminho promissor a ser investido na saúde pública. J. Health Inform., São Paulo, v.8, n.1, p. 26-30, 2016.

LUSIGNANA, S. et al. Complianceandeffectivenessof 1 year’s home telemonitoring. The report of a pilot study of patients with chronic heart failure. European Journal of Heart Failure, Roma, p. 723-730, 2001. Disponível em: . Acesso em: 14 jan. 2017.

MACIEL, D. T.; SOARES, W. & AMARAL, E.. Moodle platform for online tutoring during internships. Med. Educ., Edimburgo, v. 43, n.11, p.1113-1114, 2009.

MARCOLINO, M. S. et al.. Implantação da linha de cuidado do infarto do miocárdio no município de Belo Horizonte. Arq. Bras. Cardiol., Rio de Janeiro, v. 100, n. 04, p. 307-314, 2013. Disponível em: . Acesso em: 27 jan. 2017.

MARCOLINO, M. S. et al.. Teleconsultorias no apoio à atenção primária à saúde em municípios remotos no estado de Minas Gerais, Brasil. Rev. Panam. Salud. Publica, Washington, v. 35, n. 5/6, p. 345–352, 2014. Disponível em:. Acesso em: 02 fev. 2017.

MERHY, E.E. Em busca da qualidade dos serviços de saúde: os serviços de porta aberta para a saúde e o modelo tecnoassistencial em defesa da vida (ou como aproveitar os ruídos do cotidiano dos serviços de saúde e colegiadamente reorganizar o processo de trabalho na busca da qualidade das ações de saúde). In: CECÍLIO, L.C.O. (Org.) Inventando a mudança em saúde. São Paulo: Hucitec, 1994. p.116-160.

NGUYEN, Y. L.; KAHN, J. M. & ANGUS, D. C.. Reorganizing adult critical care delivery: the role of regionalization, telemedicine, and community outreach. Am J Respir Crit Care Med., Broadway, 2010, v.181, pp. 1164-1169.

NOVAES. M. A. et al. Tele-educação para educação continuada das equipes de saúde da família em saúde mental: a experiência de Pernambuco, Brasil. Interface, Botucatu, v.16, n. 43, p. 1095-1106, 2012. Disponível em: . Acesso em: 08 jan. 2017.

NUNES, A. A. et al. Telemedicina na Estratégia de Saúde da Família: avaliando sua aplicabilidade no contexto do PET Saúde. Cad. Saúde colet., Rio de Janeiro, v. 24, 1, p. 99-104, 2016. Disponível em:. Acesso em: 08 Jan. 2017.

NUNES, T. W. N.; FRANCO, S. R. K. & SILVA, V. D. Como a educação permanente pode contribuir para uma prática integral em saúde? Rev. Bras. Educ. Med., Rio de Janeiro, v. 34, n. 4, p. 554-564, 2010.

OMS - World Health Organization. Telemedicine: opportunities and developments in Member States: report on the second global survey on eHealth 2009. Genebra:WHO 2010;

OPAS - Organização Pan-Americana da Saúde. Estrategia y plan de acción sobre eHealth. Washington: OPAS, 2011.

OPAS/OMS-BRASIl. Organização Pan-Americana da Saúde. Organização Mundial da Saúde. Doenças cardiovasculares. Brasília: OPAS/OMS, 2016. Disponível em:. Acesso em: 08 fev. 2017.

PEDUZZI, M. et al.. Atividades educativas de trabalho na atenção primária: concepção de educação permanente e de educação permanente em saúde presente no cotidiano de unidades básicas de saúde em São Paulo. Interface - Comunic., Saúde., Educ., São Paulo, v. 13, n. 30, p. 121-134, 2009.

PIETTE, J. D. et al.. A randomized trial of mobile health support for heart failure patients and their informal caregivers: impacts on caregiver-reported outcomes. MedCare, Fhiladelphia, v. 53, n. 8, p. 692-699, 2015. Disponível em: . Acesso em: 18 fev. 2017.

PINTO, H. A. et al.. Atenção básica e educação permanente em saúde: cenário apontado pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Rev DSD., Rio de Janeiro, n. 51, p. 145-160, 2014. Disponível em:. Acesso em: 08 fev. 2017.

PIOTROWICZ, E. et al.. A new model of home-based telemonitored cardiac rehabilitation in patients with heart failure: effectiveness, quality of life, and adherence. Eur. J. Heart. Fail., Maryland, v. 12, n. 2, p. 164-171, 2010. Disponível em: . Acesso em: 14 jan. 2017.

RIBEIRO, Antonio Luiz P. et al.. Implementation of a telecardiology system in the state of Minas Gerais: the Minas Telecardio Project. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Rio de Janeiro, v. 95, p. 70-78, 2010.

SANTOS, L. R. A. Informática em Saúde: história e evolução. Ribeirão Preto: FMRP 2014.

ROSSI, F.; ANDREAZZI, D. & CHAO, L. W.. Development of a web site for clinical microbiology in Brazil. J. Telemed. Telecare, Thousand Oaks, v. 8, n. 2, p. 14-17, 2002, suplemento.

SANTOS FILHO, C. V.; RODRIGUES, W. H. C. & SANTOS, R. B. Papeis de autocuidado: subsídios para enfermagem diante das reações emocionais dos portadores de diabetes mellitus. Rev. Enferm. da Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, v.12, n. 1, p.125-129, 2008.

SANTANA, Deusimar Angélica. O uso da Plataforma Moodle na Educação à Distância como forma de Democratizar o Ensino. Brasília: Faculdade Fortium, 2008.

SANTOS et al.. Telessaúde na América Latina. Rev. Panam. Salud. Publica, Washington, v. 35, n. 5/6, p. 465-470, 2014.

SELEME, R. B. & MUNHOZ, A. S. Criando universidades corporativas no ambiente virtual. 1. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.

SILVA, A. B.; MOREL, C. M. & MORAES, I. H. S. Proposta de um conceito de Telessaúde no modelo de investigação translacional. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 48, n. 2, p. 347-356, 2014.

YOUNG, L. B. et al. Impact of telemedicine intensive care unit coverage on patient outcomes: a systematic review and meta-analysis. Arch. Intern. Med., Chicago, v. 171, n. 6, p. 498-506, 2011.

THOMAS, E. J. et al.. Association of telemedicine for remote monitoring of intensive care patients with mortality, complications, and length of stay. JAMA, San Francisco, v. 302, p. 2671-2678, 2009.

TORI, R.. Cursos híbridos ou blended learning. In: Litto FM, Formiga MMM. Educação a distância: o estado da arte. 1. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, p. 121-128, 2009. cap. 17.

WHITTAKER, F. & WADE, V. The costs and benefits of technology-enabled, home-based cardiac rehabilitation measured in a randomized controlled trial. J. Telemed Telecare, Thousand Oaks, v. 20, n. 7, p. 419-422, 2014. Disponível em: . Acesso em: 19 Fev. 2017.

VARNFIELD, M. et al. Up take of a technology-assisted home-care cardiac rehabilitation program. Medical Journal of Australia, Sydney, v. 194, n.4, 2011. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2017.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Revista EmRede

EmRede - Revista de Educação a Distância, Porto Alegre, RS, Brasil.

ISSN: 2359-6082

Classificação em Qualis Periódicos

B4 nas áreas Ensino, Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo;
B5
nas áreas Psicologia, Educação,  Interdisciplinar,  Ciências Agrárias, Ciências Ambientais e Geografia;
C
nas áreas Ciência da Computação e  Astronomia/Física

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.