SALA DE AULA INVERTIDA E ROTAÇÃO POR ESTAÇÕES: APLICAÇÃO NO PROJETO SOCIAL GRUPO BIZU DE PROVA

Autores

  • Morgana Simões Portugal Meriguete Instituto Federal de ciência e tecnologia do Espírito Santo - IFES
  • Ana Paula dos Santos
  • Marta Rodrigues da Silva
  • Wesley Rossetto Romanha
  • Marize Lyra Silva Passos Instituto Federal do Espirito Santo / Cefor http://orcid.org/0000-0001-7047-5018
  • Danielli Veiga Carvalho Instituto Federal do Espírito Santo (IFES)

Palavras-chave:

ensino híbrido, rotação por estações, ensino-aprendizagem, metodologias ativas

Resumo

O artigo apresenta uma experiência de aplicação do ensino híbrido, utilizando os modelos da sala de aula invertida e rotação por estações, no projeto social Grupo Bizu de Prova, que funciona em Vitória-ES. O objetivo foi analisar as conquistas didático-pedagógicas advindas da utilização do ensino híbrido como uma proposta alternativa ao modelo tradicional de ensino usado no projeto. Como metodologia, utilizamos a pesquisa de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e participante. Dentre os resultados, verificou-se que o trabalho com os modelos de ensino híbrido citados gerou um maior protagonismo dos estudantes e uma participação ativa nas atividades propostas. Evidenciou-se também que a sala de aula invertida e a rotação por estações podem ser utilizadas nas aulas do projeto otimizando o processo de ensino-aprendizagem.

Biografia do Autor

Morgana Simões Portugal Meriguete, Instituto Federal de ciência e tecnologia do Espírito Santo - IFES

Graduada em Pedagogia, especialização em Inclusão e em Gestão Educacional, mestranda do programa de mestrado profissional em Educação Profissional e Tecnológica PROFEPT, pedagoga do IFES.

Ana Paula dos Santos

Graduada em Pedagogia, especialização em alfabetização e psicopedagogia, mestranda do programa de mestrado profissional em Educação Profissional e Tecnológica PROFEPT, pesquisadora do programa de pós graduação em Educação Profissional e Tecnológica, vinculado ao grupo virtual Tecprática, atua como professora do Ensino Fundamental pela rede Municipal de Cariacica - ES.

Marta Rodrigues da Silva

Graduada em Pedagogia - Rede de Ensino Doctum (2015). Pós-Graduada em Gestão Educacional Integrada – Centro de Estudos Avançados em Pós Graduação e Pesquisa (2016). Mestranda do Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu em Educação Profissional Tecnológica (Ifes). Atuação Profissional: Pedagoga na esfera estadual, área Militar.

Wesley Rossetto Romanha

Capitão da Polícia Militar do Espírito Santo,  bacharel em Ciências Militares com ênfase em Defesa Social pela Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, graduado em Direito pela Unicsul/SP, pós-graduado em Ciências Jurídicas pela Unicsul/SP, Mestrando do programa de Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica do Ifes.

Marize Lyra Silva Passos, Instituto Federal do Espirito Santo / Cefor

Doutora em Engenharia de Produção e Doutora em Educação, Mestre e Especialista em Informática e Administradora de Empresas e Engenheira de Petróleo. Professora e pesquisadora do Centro de Referência em Formação e em Eduação à Distância (Cefor - Ifes) e professora do mestrado profissional em Educação Profissioanal e Tecnológica (profEPT) e Mestrado profissional em Educação em Ciência e Matemática (Educimat). Pesquisadora do grupo de pesquisa em Educação e Tecnologia, Tecnologias Digitais e Práticas Educativas.

Danielli Veiga Carvalho, Instituto Federal do Espírito Santo (IFES)

Professora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) lotada no Centro de Referência em Formação e em Educação a Distância (Cefor) e diretora executiva do Ifes. Doutora em Educação pela UFES, com foco no Design Educacional, Educação a Distância, Formação Docente e estudos na área de Universal para a Aprendizagem (DUA) - Universal Design for Learning (UDL). Coordenadora Administrativa e Docente do Programa de Mestrado Educimat e da pós-graduação em Tecnologias Educacionais. Mestrado em Informática pela Universidade Federal do Espírito Santo. Aperfeiçoamento em Docência Superior. Graduação em Tecnologia em Processamento de Dados.

Referências

ANDRADE, M. do C.; SOUZA, P. R. Modelos de Rotação do Ensino Híbrido: estações de trabalho e sala de aula invertida. E-Tech: Tecnologias para Competitividade Industrial. v. 9, n. 1, p. 03-16. Florianópolis: SENAI, 2016.

BACICH, L.; MORAN, J. (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.

BERGMANN, J.; SAMS, A. Sala de aula invertida: uma metodologia ativa da aprendizagem. 1. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018.

BIANCONI, M. L.; CARUSO, F. Educação não-formal. Ciência e Cultura. v. 57, n. 4, p. 20-20, 2005.

BRASIL. Presidência da República. Lei 9.394 de 2 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília. 1994.

HORN, M. B.; STAKER, H. Blended: usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação. Porto Alegre: Penso, 2015.

MORAN, J. Metodologias ativas e modelos híbridos na educação. S. YAEGASHI e outros (org.). Novas Tecnologias Digitais: Reflexões sobre mediação, aprendizagem e desenvolvimento. Curitiba: CRV, p. 23-35, 2017.

MORAN, J. Mudando a educação com metodologias ativas. Coleção Mídias Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. v. II. 2013. Disponível em: http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf. Acesso em: 15 ago. 2018.

NOVAK, J. D. Conocimiento e Aprendizaje: Los mapas conceptuales como herramientas facilitadoras para escuelas y empresas. Madrid: Editorial Alianza, 1998.

NOVAK, J. D.; GOWIN, D. B. Aprender a aprender. Lisboa: Plátano Edições Técnicas. 1999.

OLIVEIRA, C. L. de. Um apanhado teórico-conceitual sobre a pesquisa qualitativa: tipos, técnicas e características. Travessias, v. 2, n. 3, 2008.

VALENTE, J. A. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista. Ed. Especial. n. 4, p. 79-97. Curitiba: Editora UFPR, 2014.

Publicado

2019-10-22

Edição

Seção

Dossiê Ensino Híbrido ou Blended Learning